domingo, 7 de fevereiro de 2010
A MISSÃO DA IGREJA É MISSÕES
Quando pensamos porque a igreja existe, logo nos vem ao pensamento a palavra de Pedro: "a fim de proclamardes as virtudes daquele que nos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz" (1 Pe. 2.9). A primeira frase diz o propósito de Deus para nós. "Afim de" significa finalidade, objetivo, razão de existir. Alguém perguntaria "porque Deus nos salva e logo nos envia a testemunhar aos outros?" A Bíblia diz que Ele nos salvou para sermos uma nação santa, povo de propriedade exclusiva Dele, ou seja, ministros, embaixadores (representantes) do Reino de Deus e nos envia para alcançar os outros. Ele os ama e quer chamá-los também para o seu Reino. E nós - e não os anjos - temos o privilégio de sermos "mensageiros de Deus", representantes do Reino (nação) celestial.
EXPRESSÃO DO AMOR DE DEUS
1) - Missões é expressão do amor de Deus.
A essência de Deus é amor. O maior ato de amor é dar a sua vida pelo outro. O amor move os nossos corações pelos outros para ajudá-los, através de atos concretos e interesses genuínos, a compreender o amor de Deus.
AMOR
2) - A fé opera pelo amor (Gal 5.6). Essa afirmação das Escrituras explica o principio ativo (eficaz) de missões. Quando amamos de verdade algo misterioso é comunicado ao coração do outro e aí então acontece a conversão, vontade de servir, de imitar a fé do outro, de viver para Cristo. A fé meramente intelectual é fria, não gera vidas transformadas, apenas convence a mente. Não muda radicalmente o coração. A tendência é tornar-se morta. Ser reformado é bom, mas ser transformado é melhor, ser calvinista é correto, mas amar o próximo agrada mais a Deus.
RELACIONAMENTO AMOROSO
Missões não é estratégia. É relacionamento amoroso. Muitos lêem livros sobre evangelismo, métodos e técnicas mas são pouco eficazes na evangelização. Outros nunca leram um só livro sobre o assunto mas são frutíferos porque os seus corações estão cheios de amor fraternal e prontos a suprir certas necessidades. O que está no coração transborda para o outro. Amor é o melhor método evangelístico. O amor é mais forte que o poder das trevas.
ESTILO DE VIDA
Missões não é programa. E estilo de vida. Não estamos falando de missões porque recentemente tivemos um mês (agosto) dedicado a isso. Queremos viver missões. Para isso, precisamos pedir a Deus um coração e uma mente missionária para imitar o que Paulo viveu: "Porque sendo livre de todos, fiz-me escravo de todos a fim de ganhar o maior número possível...fiz-me tudo para todos, com o fim de, por todos os modos, salvar alguns. Tudo faço por causa do evangelho, com o fim de me tornar cooperador com ele". (1 Co. 9.19,22-23) É isso que Jesus espera de nós, viver para Ele.
GLÓRIA DE DEUS
Missões é para manifestar a Glória de Deus. Não estamos buscando adeptos para a nossa religião. Não estamos querendo ser a maior e a mais importante igreja da cidade, nem estamos a procura de poder ou prestígio. Queremos obedecer a Palavra de Deus: "Portanto quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus, não vos torneis causa de tropeço nem para os judeus nem para os gentios, nem tampouco para a igreja de Deus" (1 Co. 10.31-32). Missões é a razão de existirmos, de vivermos em Cristo.
CONCLUSÃO
Quando amamos uns aos outros, isso transborda para o mundo perdido. Se amarmos os perdidos, eles "sentirão" o amor de Deus e virão a Cristo. Precisamos ter a doutrina correta e o coração sensível ao mundo perdido. Quem não está se esforçando para ganhar outros, está desobedecendo ao Senhor. Faça de seu trabalho, estudo, lazer, uma ponte evangelística. A alegria de Deus é receber um pecador que se arrepende. O inferno ferve. E o nome e a glória de Deus é manifestada. Para viver um estilo de vida missionária é preciso limpar o coração constantemente. Arrependa-se de seu coração frio, sua falta de interesse e vá aos pés do Salvador como Raquel. Vamos fazer missões, vamos amar o próximo, vamos frutificar. Quem não frutifica, não permanece na videira. "Todo ramo que, estando em mim, não der fruto, ele o corta; e todo que dá fruto, limpa, para que produza mais fruto ainda" (Jo. 15.2). Limpe o seu coração através da confissão. Deixe o pecado. O Senhor o fará frutífero. Ele é bom e sua misericórdia dura para sempre.
domingo, 24 de janeiro de 2010
Ninguém está longe demais.
Lucas 19.1-10
O AMOR DE DEUS EM CRISTO JESUS
ALCANÇA QUALQUER PESSOA,
EM QUALQUER LUGAR.
De um lado, há pessoas que se acham tão boas que nem imaginam que precisam de salvação; de outro lado, há pessoas tão assumidamente más que ninguém acredita que podem ser salvas, nem eles mesmas.
Nesta história, o amor de Deus em Cristo Jesus alcança o coração de Zaqueu em duas POSIÇÕES:
1. QUANDO ELE ESTAVA LÁ NO ALTO
Muitas pessoas têm “subido em árvores” para ver Jesus.
Mas, o quê isso significa?
Zaqueu não subiu naquela árvore para ser discípulo de Jesus, não! Os discípulos andavam ao lado de Jesus. Ele pretendia apenas dar uma olhadela "por cima" para matar a curiosidade e poder fazer um juízo (ainda que superficial) do Mestre. É o que muitos têm feito: Vão uma única vez a uma igreja evangélica, geralmente a convite de um amigo ou parente, dão uma "olhadela por cima", matam a curiosidade e, milagrosamente, de uma hora pra outra, se tornam "doutores" no assunto, com uma lista das coisas de que não gostaram "na igreja dos crentes" (como se o culto "dos crentes" devesse ter a preocupação de agradá-los). Não se aprofundam no assunto. Tornam-se orgulhosos e presunçosos.
Mas, o amor de Deus alcançou Zaqueu no alto daquela árvore, e Jesus lhe disse:
ZAQUEU, DESÇE DEPRESSA! ANTES QUE O ORGULHO INVADA SEU CORAÇÃO.
Não importa quão alto uma pessoa pensa estar, o amor de Deus em Cristo Jesus é capaz de alcançá-lo.
2. QUANDO ELE ESTAVA POR BAIXO
Lá na árvore Zaqueu estava “por cima”, era “o tal”. Rico, isolado, intocável. Quase um rei. Mas, na intimidade de sua casa a história era outra. Quando botava a cabeça no travesseiro, Zaqueu sabia que era um ladraozinho sem-vergonha, odiado e desprezado por seu próprio povo. Um solitário e miserável pecador. Quase sempre é assim, não é mesmo? Em público bancamos o tal, mas, na intimidade do nosso coração sabemos exatamente quem somos.
Mas, o amor de Deus alcançou Zaqueu no mais profundo abismo em que sua alma se encontrava, e Jesus lhe disse:
CONVIDE-ME A ENTRAR EM SUA CASA! NÃO HÁ PECADOR TÃO PECADOR QUE MEU AMOR NÃO POSSA ALCANÇAR.
Jesus queria conhecer Zaqueu em sua intimidade, conhecer o vazio do seu coração e a falta de expressão da sua existência. Quando Jesus entrou em sua casa, acabou-se a farsa e Zaqueu se levantou, admitiu publicamente seus pecados e se propôs a fazer um imenso concerto em sua vida.
Não importa quão por baixo uma pessoa pensa estar, o amor de Deus em Cristo Jesus é capaz de alcançá-lo.
CONCLUSÃO
Não importa quão ALTO ou quão POR BAIXO uma pessoa está ou pensa estar, o amor de Deus em Cristo Jesus é capaz de alcançá-lo.
sábado, 14 de novembro de 2009
Convite à Santificação

1º Coríntios - 1 - 1 : 2
A principal marca da Igreja ou do povo de Deus é a SANTIDADE. A Igreja é a comunidade dos "santificados em Cristo", daqueles que foram chamados para uma vida de santificação. Cada cristão é um "santificado" que precisa crescer em santificação. Paulo declara: "À igreja de Deus que está em Corinto, aos santificados em Cristo Jesus, chamados para ser santos, com todos os que em todo lugar invocam o nome de nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor deles e nosso" (1 Co 1.2).
O desprezo a santificação é a causa de todos os problemas espirituais da igreja, ontem e hoje. Escândalos sexuais, soberba, glutonaria, embriaguez, falta de compromisso com as cousas espirituais são apenas sintomas da ausência de santificação. Infelizmente, há, hoje, um grande desprezo com a prática da santificação. Buscamos soluções carnais, para problemas espirituais. Queremos resolver o problema do pecado com conversas fúteis, com estratégias de comunicação, com dinâmicas de grupo, com programas de entretenimento. Se há desprezo com a santifacação, a causa do problema está identificado:"Porquanto Deus não nos chamou para a impureza e sim para a santificação. Dessarte, quem rejeita estas cousas não rejeita o homem e sim a Deus, que também vos dá o seu Espírito Santo" (1Ts 4.7-8).
Gostaria de destacar quatro aspectos bíblicos da doutrina da santificação.
Primeiro, santificação significa "separação".
O conceito bíblico de santidade é simples e inquestionável: santificação = separação. Este termo aparece pela primeira vez na Bíblia, em Êxodo 3.5: "Deus continuou: não te chegues para cá; tira as sandálias dos pés, porque o lugar em que estás é terra santa". A expressão "terra santa" significa "terra separada", isto é, o que faz daquele espaço ser santo é a presença de Deus. O que faz a diferença entre o povo de Deus e o mundo é o fato de que Deus habita "com" e "no" seu povo. Somos santos porque somos habitaçao de Deus (2 Co 6.14-18; 1 Co 6.19-20).
Segundo, santificação deve ser separação "de" e "para".
Quando uma pessoa é convertida por Deus é separada do mundo para dedicação exclusiva a Deus. Ela é separada "de" uma vida mundana "para" uma vida de santificação.
Um dos paradigmas diabólicos que precisamos quebrar hoje, na Igreja, é o de que podemos servir a Deus sem rompermos com o mundo, ou as práticas mundanas. Há pessoas que acham que podem servir a Deus, mesmo convivendo com as práticas mundanas. Paulo adverte-nos que a santidade cristã é oposta à dissolução (Ef 4.17-24). Maus hábitos devem ser substituídos por hábitos santos (1Pe 1.15-16).
Terceiro, santificação deve seguir o padrão divino.
Toda cultura tem o seu padrão de "sagrado". Esses padrões são também chamados de "tabu" e são relativos de cultura para cultura. Todo tipo, porém, de santidade criada pelo homem é inútil! (Cl 2.20-23).
Para que alguém seja considerado santo aos olhos de Deus, precisa ser santificado por Ele. Somente aquele que recebe a Jesus Cristo como seu salvador pessoal, é perdoado e santificado por Deus. A santificação, também, é um processo que tem como referencial a revelação de Deus. No contexto cristão, "sagrado" significa aquilo que é "separado para Deus". Na Lei do Antigo Testamento aprendemos que a santificação envolvia pessoas, comportamentos, objetos, lugares e tempos santos. (Lv 27.30). Tudo era estabelecido por Deus e dedicado a Ele.
Jesus condena toda tradição humana que tenta substituir os princípios da Sua Palavra, no processo de santificação pessoal (Mc 7.1-23).
Quarto, santificação requer apresentação.
No ato da conversão ou da santidade da salvação, Deus opera de forma soberana e irresistível. No processo de santificação, Deus trabalha naqueles que se oferecem. A participação do crente é requerida por Deus. Leiamos o que diz Paulo: "Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional" (Rm 12.1). O termo "apresentar" significa "oferecer" ou "dedicar exclusivamente" Observe que "apresentar" não é uma ordem, mas um convite; "apresentar" é um convite para os "irmãos", e não para os incrédulos; "apresentar" não é um ato separado da salvação, mas contínuo a mesma.
Meus irmãos: o caminho de Deus para o seu povo é a santidade. Sem santificação, jamais veremos aos Senhor! Apresente-se a Deus em ato de dedicação exclusiva. Rompamos com o pecado, com o mundo e com os hábitos do velho homem.
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
CURANDO O RESSENTIMENTO
1º Coríntios - 13 - 5 : 5
A Bíblia diz que não é bom que o homem esteja sozinho. Ela fala que fomos criados para viver em comunidade. Não é por acidente que o confinamento numa solitária é considerado punição. Estamos estudando sobre relacionamentos por três razões.
Relacionamentos determinam sua felicidade. Eles são a fonte tanto de prazeres como de grandes sofrimentos. Um relacionamento tanto pode fazer você se sentir miserável como muito bem. Os psicólogos dizem que boa parte dos problemas emocionais tem suas raízes em relacionamentos errados. A maioria dos suicídios acontece por causa de relacionamentos doentios. Eles determinam sua felicidade.
Relacionamentos determinam nosso sucesso ou nosso fracasso na Vida!
CURANDO O RESSENTIMENTO
“O amor...não guarda rancor.” - 1 Co. 13:5
• INTRODUÇÃO
As pessoas ferem umas às outras. Seja intencionalmente ou não.
Você fere as pessoas e as elas lhe ferem. A forma como você lida com as feridas vai, em larga escala, determinar sua felicidade na vida. Se você não responder corretamente a ferida se transforma em ressentimento. Se ficares ligado em suas feridas, elas se tornam em ressentimento. Se você reprime suas dores, elas se transformam em raiva.
O RESSENTIMENTO É MAIOR INIMIGO DOS RELACIONAMENTOS.
Gente ressentida cega e seca os outros!
Destrói todos os tipos de relacionamentos. Frequentemente as pessoas me dizem “Não amo mais meu marido... Não sinto mais nada pela minha mulher; tudo morreu aqui dentro. O que há de errado comigo?” O errado é o ressentimento. O ressentimento destrói suas energias de tal maneira que eventualmente você vai se achar vazio sem ter nada para dar.
A Boa Notícia é que você pode ficar curado do ressentimento que lhe fere. 1 Coríntios 13:5 “O amor não se ressente do mal” (N.T. –Tradução livre – “O amor não guarda registros de erros”)
Este é um termo usado em Contabilidade. Não guarda um livro-razão dos erros. O amor não conserva mágoas.
Hoje, chamo sua atenção para um homem chamado Jó que teve todas as razões do mundo para estar ressentido. Ele era o homem mais rico que já viveu. Em seus dias foi, definitivamente, o homem mais rico. Mas um dia perdeu tudo, foi à falência. Perdeu todas as suas propriedades. Todos os seus filhos foram mortos. Sua esposa se voltou contra ele. Ficou com uma doença incurável, extremamente dolorosa, e quando seus amigos o visitaram, em vez de serem simpáticos, disseram: “A culpa é sua!” Não havia nada de simpatia. Ele tinha todas as razões do mundo para ficar ressentido. Mas em vez disso, ele se recuperou do ressentimento e a Bíblia diz que Deus fez da última parte da vida dele, muito maior que a primeira. A despeito da dor que você tenha tido no passado, Deus pode fazer o máximo para o resto de sua vida se você fizer o que Jó fez.
I.CAUSAS DO RESSENTIMENTO:
Vamos dar uma olhada em três formas de cura do ressentimento, mas antes vejamos três causas do ressentimento:
1. O QUE AS PESSOAS DIZEM DE NÓS. Jó 12:5
“Os que estão seguros desprezam os desgraçados e empurram os que estão para cair”
As palavras podem ferir as pessoas? Claro. “Varas e ossos podem quebrar meus ossos, mas pessoas nunca podem me ferir”.
Isso não é verdade. Se lhe der 90 segundos, você lembrará coisas que lhe disseram na infância que ainda lhe machucam. É incrível como os rótulos nos ferem. Eles ainda ferem hoje. E causam ressentimento.
2. O QUE AS PESSOAS PENSAM DE NÓS. Jó 19:5
Vocês pensam que são melhores do que eu e acham que a minha desgraça prova que sou culpado”
Você pode se ferir sem que haja alguém dizendo coisas desagradáveis? Sim. Você já se sentiu rejeitado quando nada foi feito para você se sentir assim? Claro. Às vezes é pelo jeito como as pessoas lhe olham, ou pelo seus gestos numa linguagem não-verbal. Você pode ferir as pessoas só por ignorá-las, quando não percebe que elas existem. Alguns de vocês tiveram pais que nunca conseguiram agradar. Não importa o quanto você tentou, nunca conseguiu. E isto fere.
3. O QUE AS PESSOAS FAZEM CONTRA NÓS. Jó 19:19
“...as pessoas que eu mais estimo estão contra mim”.
A tragédia de nossos dias é o abuso. Abuso físico, abuso emocional, abuso espiritual. Vivemos numa sociedade abusiva. Veja o que Jó disse: “Aqueles eu amo mais”. O local onde o ressentimento é mais encontrado não é o trabalho, é o lar. Nos casamentos, nas famílias. As pessoas mais próximas de você são aquelas que têm mais chance de lhe ferir. Eles podem trair você, ser desleal, dizer palavras ferinas, e fazer coisas que lhe machuquem. É em nossas casa que temos de lidar mais com o ressentimento -- o que as pessoas dizem, pensam e fazem conosco.
II. O PROBLEMA DO RESSENTIMENTO:
Quando as pessoas nos ferem, a forma normal de reação é ficarmos ressentidos. Esta é a reação natural, normal. Mas não é a reação correta. Traz mais mal do que bem. No livro de Jó aprendemos que isso produz três coisas:
1. O RESSENTIMENTO É IRRACIONAL. Jó. 5:2
O ressentimento não faz sentido, é ilógico, sem motivo. Não vale o esforço. “Ficar desgostoso e amargurado é loucura, é falta de juízo, que leva à morte” Jó 5:2 Circule “falta de juízo”. Aqui diz que não vale à pena. Ec 7:9 diz: “...é tolice alimentar o ódio”. Não faz sentido. Por que? Você não pode mudar o passado. Não importa o quanto você se ressente pelo acontecido, isso não vai mudar seu passado. Você não vai conseguir corrigir seu problema no presente mesmo que você esteja muito ressentido pelo passado. Não vai fazer você se sentir melhor. Assim, por que ficar ressentido? Isso não adianta. É tolice, não faz sentido. Você já fez alguma coisa tola ou estúpida porque estava ressentido? “Vou mostrar prá ele!” e você vai e faz uma coisa maluca e se transforma num tolo. Salmo 106:33 “...muito zangado, agiu e falou sem pensar”. (BV) Muitas vezes nós fazemos isso. Ficamos tão azedos e ressentidos. Dizemos coisas sem pensar no que falamos.
2. O RESSENTIMENTO É INÚTIL.
É auto-imposto. Jó diz: “Com sua raiva você está só se ferindo.” Quando você se ressente, sempre vai se machucar mais que os outros com quem você está ressentido. Ele pode estar totalmente esquecido do que aconteceu.
Ressentimento, como meio de ferir alguém, é como apontar a arma para você mesmo,
Puxando o gatilho para ferir o inimigo com o coice da arma. Sempre vai ferir você mais do que alguém. Enquanto você estiver fervendo, vomitando, chateado, isso tudo se volta contra você. Muitos permitem que pessoas do passado – ex-companheiro, pais, professores – que fizeram você se sentir miserável voltem desse passado para o presente e continuem fazendo você miserável. Isso é tolice! Eles não podem feri-lo de novo, a não ser que você permita. Ressentimento não é só irracional e inútil como também não vale à pena. É suicídio emocional.
“Ressentimento é o inferno no coração.”
As pessoas mais infelizes que conheço são aquelas cheias de ressentimento. São infelizes. Só prolongam a dor. Custa muito caro ser assim.
3. O RESSENTIMENTO ATRAI DESGRAÇA: Jó. 5:3-5.
“Eu mesmo já vi um insensato lançar raízes, mas de repente a sua casa foi amaldiçoada. Seus filhos longe estão de desfrutar segurança, maltratados nos tribunais, não há quem os defenda. Os famintos devoram a sua colheita, tirando-a até do meio dos espinhos, e os sedentos sugam a sua riqueza.”
Leu quantas! Você quer isto para sua vida? Veja bem...
- Seus filhos sofrem,
- Seu trabalho é atingido,
- Seus recursos desaparecem.
4. O RESSENTIMENTO É DOENTIO. Jó 21:23-25
“Alguns homens levam uma vida feliz (...) e morrem ricos. (...) Outros, ao contrário, nunca provaram um momento de felicidade e morrem com o coração cheio de amargura.” Você não pode ficar ressentido e feliz ao mesmo tempo. Se você permanece guardando uma mágoa estará apenas se ferindo. E isto é doentio. As pessoas dizem: “Olhe o que você come”. A questão não é o que você come, mas é o que está comendo você que vai fazer a grande diferença em sua vida. Há uma relação forte entre sua saúde física e sua saúde espiritual, entre sua constituição emocional e física. Há uma relação entre doença e pecado. Não digo que toda doença é causada pelo pecado. Não é. Mas, muitos problemas que você tem desenvolvido interiormente são resultantes de mágoas guardadas.
Você não tem idéia do que está fazendo com você mesmo quando guarda uma mágoa. Isso sempre vai lhe ferir muito mais do que aos outros. Arruína os relacionamentos.
Provérbios 17:22 diz: “O coração bem disposto é remédio eficiente, mas o espírito oprimido resseca os ossos.”
Vai encolher você numa pequena concha se você permitir. Para seu próprio bem, para sua saúde, não guarde mágoa, perdoe.
III. A CURA DO RESSENTIMENTO:
Quero que vejamos agora três coisas que Jó fez que mudaram sua vida e transformaram o resto de seus dias na melhor parte de sua existência, embora atravessasse dores tremendas.
1. ABRA O SEU CORAÇÃO SOBRE SUA DOR: Jó 7:11
“Por isso não posso ficar calado. Estou aflito, tenho de falar(...) meu coração está cheio de amargura.” Jó 7:11
Admita a dor. Seja honesto. Diga a verdade. Confesse francamente: “Está doendo!”
Preciso botar isso prá fora. “...Vou me desabafar e falar da amargura que tenho no coração. Ó Deus não me condenes!” Jó 10:1. Emocionalmente Jó desejava vomitar. “Deus, não gosto disso! Não é justo! Estou marcado! Estou zangado!. A situação fede!” Ele disse a Deus o quanto estava zangado. O que Deus fez? Você acha que Deus ficou surpreso? Deus sabia que Jó estava chateado desde o primeiro momento. Ele apenas permitiu que Jó admitisse, botasse prá fora do peito. O começo é revelar sua dor. A revelação do sentimento é o início da cura. É como começa. O processo de cura para sua vida. Se você deseja ser curado de suas feridas emocionais, a revelação do sentimento é o ponto de partida para a cura. Você precisa compartilhar sua dor com alguém.
Alguns de vocês estão zangados com Deus por coisas que aconteceram no passado. Ele sabe disso, você sabe disso, mas você não quer admitir. O ponto de partida é dizer: “Deus, ainda estou muito chateado. Estou zangado porque isso aconteceu!” Você só precisa revelar seu sentimento. Deus não vai jogar um raio sobre você, se você fizer isso. Ele já sabe como você se sente. Você começa o processo de cura por admitir sua raiva.
Na semana passada, na mensagem anterior desta série, falamos que há quatro coisas que você pode fazer com um sentimento, uma emoção negativa: reprimir, suprimir, expressar – estas são formas erradas de lidar com sentimento – ou confessar. Admita isso para Deus. Diga a Deus.
O que há em sua vida que você finge que não sabe? O que há em seu casamento que você finge que não existe, mas está ali e incomoda você? E fere você? O que há em seu relacionamento com o namorado ou namorada ou chefe, ou pais ou filhos... que você sabe que existe, todos sabem, mas você finge que não existe? É como um elefante cor de rosa numa sala. “Que elefante cor de rosa?” E todos estão ali, juntinhos. O que há em sua família que você finge que não é verdade? Você precisa enfrentar. Este é o primeiro passo.
Alguém diz: “Gostaria de fechar as portas do meu passado”. Você pode fazer isso, e então você tenta mudar para o presente. Esta atitude é inútil, tanto em relação onde você esteve como onde você está hoje. Você precisa fechar as portas de seu passado, mas não existe fechamento sem abertura primeiro. Não posso fechar as portas de meu passado sem que primeiro eu o enfrente, eu o admita, compartilhe com alguém.
Algumas pessoas dizem: “Vou continuar tentando enterrar meu passado.” Mas o passado fica ressuscitando constantemente, porque isso é um tipo de enterrar algo vivo. Você não consegue fazer isso. O passado fica sempre voltando. Qualquer coisinha que atice sua memória do passado, vai machucá-lo. Você precisa lidar com isso primeiro.
2. LIBERE E PERDOE O SEU OFENSOR: Jó 42:10
Deixe-o ir, perdoe. Você não terá paz enquanto não fizer isso. Os amigos de Jó o feriram tremendamente. Eles o traíram. Foram desleais, críticos, não foram compreensivos. Não há nada que doa mais do que ser mal entendido ou acusado falsamente. Jó não tinha falta nenhuma. Ele era inocente. Tinha todo o direito de ficar ressentido. Deus havia virado a vida de Jó de cabeça para baixo. Quando foi que Deus efetivou a mudança para melhor na vida de Jó? Não foi depois que Jó retaliou. Não foi depois que ele se vingou. Não foi depois que ele ficou ressentido. Mas foi depois que Jó liberou seus ofensores. Ele os deixou ir. Jó os perdoou. Foi aí que Deus começou a trabalhar em sua vida.
A Bíblia diz que ele não somente os deixou ir, mas que orou pelo sucesso deles.
“Depois que Jó acabou de orar pelos seus três amigos, o Deus Eterno fez que ele ficasse rico de novo e lhe deu em dobro tudo o que tinha tido antes”. Jó 42:10 Circule “Depois”. Como e quando Deus fez isso? Depois e quando Jó liberou seus ofensores.
Por que isso é tão importante – que eu libere meus ofensores? Porque nós nos tornamos o que estamos focalizando. É lei da vida que o que focamos é o que nos tornamos. “Não vou ficar ressentido...!” Em que você está pondo a evidência? No ressentimento. “Meu pai é tão desprezível que eu nunca vou ser um pai como ele.” Você está pondo a evidência em algo que você não quer ser. “Nunca vou ser igual a minha mãe.” Se você não os libera, vai começar a ser parecido com eles. É um fato da vida. Se você não os liberar, você vai se tornar semelhante àqueles que o feriram.
A amargura em seu coração produz coisas muito estranhas em sua personalidade. Não queremos dizer que é andar por aí guardando mágoas. Você paga caro por isso. Ao perdoar, você libera seu ofensor e se libera.
Quantas vezes você precisa fazer isso? Pedro perguntou isso a Jesus. Mateus 18:21,22: “Então Pedro chegou perto de Jesus e perguntou: ‘Senhor, quantas vezes devo perdoar o meu irmão? Sete vezes?” Se você conta, isso não é perdão. Você armazena pouca munição em seu casamento? “Você fez isso e eu não vou esquecer, de modo que, quando eu fizer algo eu vou poder dizer: ‘Você fez aquilo.....’” Se você está fazendo isso, você não está amando. O amor não guarda rancor. Se você está fazendo isso, está destruindo seu casamento. É o que você, de verdade, está fazendo. Ele disse 490 vezes. O perdão deve ser contínuo.
Há uma idéia circulando no meio cristão que sugere ser o perdão algo de uma só vez, um ato e pronto. “Eu fui severamente ferido, abusado, muito cedo em minha vida. Chego para o culto, baixo a cabeça e digo: ‘Eu os perdôo’. É tudo o que preciso fazer?” Sinceramente, duvido disso. Perdão é um processo. A Bíblia diz que o perdão é contínuo – você continua perdoando. Cada vez que a memória acende, você os perdoa novamente até perceber que os liberou. Então você não vai mais precisar fazer isso.
Como sei quando os liberei completamente? Quando eles não me ferem mais. Você pode entender suas dores. Você pode orar pelo sucesso deles. Você se sente confortável na presença deles. A Bíblia diz: “Orem por aqueles que maliciosamente usam vocês” Como Jó fez. Quando você finalmente os libera – quando você se sente perdoando, pode parar. Se você não se sente perdoador, é porque precisa perdoá-los. Eu não sei sempre quando me sinto perdoando alguém. Apesar disso, eu o faço, não porque eu sinta, mas porque é a coisa certa que tenho de fazer. Faço isso para me libertar, para me beneficiar pessoalmente. Deus diz que primeiro, é a coisa certa e segundo, me beneficia.
Clara Barton foi à fundadora da Cruz Vermelha Americana. Um homem, anteriormente, a ferira muito profundamente. Anos depois, ela estava novamente envolvida na vida dele. Ele falava sobre ele com outra pessoa de maneira muito amável. A pessoa disse: “Não é ele o homem que feriu você?” Barton disse: “Sim, mas claramente me lembro tê-lo perdoado.” È uma escolha. Você guarda sua mágoa e ela se transforma em ódio. Deixe-a sair. Você revela sua dor, libera seu ofensor. Não é quando você sente, mas mesmo quando você não sente, porque é a coisa certa para fazer.
“Se eu os deixar ir, eles vão ficar impunes? Isso não é justo!” Você está certo. Mas quem disse que a vida é justa? Certamente Deus não disse. A vida não é justa. Muita gente má consegue se sair bem. Isto explica porque preciso ter uma firme crença em céu e inferno. Se você não crê no inferno, você está com um problema. Uma pessoa, por exemplo Hitler, vai se sair bem? Matam milhões de pessoas
e permanece impunes? É assim mesmo? Deus não é apenas um Deus de amor, Ele é um Deus de justiça. Um dia Ele vai mostrar Sua posição final. A Bíblia diz que Ele vai nos chamar para uma prestação de contas. Todos seremos chamados para isso. Terei de prestar contas por todas as pessoas que feri. É por isso que preciso da salvação. É por isso que preciso de Jesus em minha vida. É por isso que você também precisa. Não vou conseguir fazer isso pelos meus próprios méritos ou pela minha bondade. Não sou bom o suficiente para isso. Nem você.
A vida não é justa. Mas um dia Deus vai acertar tudo isso. Dar Sua posição final. Minha sugestão é que você faça o que Deus manda. Perdoe a pessoa e deixe que Deus cuide do resto. Quem possui mais recursos à disposição, você ou Deus? Quem pode fazer melhor no final das contas, você ou Deus? Enquanto você espera em Deus, mesmo que você esteja com razão, perdoe as pessoas, deixando-as livres e você também ficará livre.
Revelar sua dor é o primeiro passo. Liberar e perdoar seu ofensor é o segundo.
3. REDIRECIONE SUA VIDA. Jó 11:13-18
Esta é a forma para curar suas memórias inconscientes. O quando você se fixa em alguém, seu ressentimento vai controlar você. Você está se preocupando com alguma coisa que eles já esqueceram.
Para Deus fazer e trazer algo realmente NOVO para sua vida, você precisa dar este passo.
Jó fez três coisas para redirecionar sua vida:
“Jó, vire o seu coração para Deus(...)você andará de cabeça erguida puro, firme e sem medo. Você não se lembrará de seus sofrimentos que serão como águas passadas que a gente esquece.” Jó 11:13-18 Muito antes da psicologia existir, Jó já dizia que há três passos para a cura interior.
3.1. Endireite seu coração.
Este é o primeiro passo para que você seja emocionalmente curado de uma dor. Significa fazer a coisa certa, o que Deus diz – libere seu ofensor. Seja o que eu sentir, se é isso ou não, eu devo fazer a coisa certa. Perdoe, libere, não vou me vingar deles. Assim eu faço a coisa certa – este é o primeiro passo. Deixe-os ir e os perdoe.
3.2 Aproxime-se de Deus.
Você precisa de Deus em sua vida.
Convide Jesus para entrar e preenchê-lo com Seu perdão. Por que? Não acho que você consiga fabricar perdão suficiente para lidar com todas as dores que vai enfrentar, não apenas as do passado, mas também aquelas que estão entre o hoje e o dia da sua morte. Você vai ficar ferido muitas vezes. Não acho que você consiga fabricar o perdão humano suficiente para enfrentar isso. Você precisa do perdão de Deus em sua vida.
Pense em Corrie Ten Boom, uma senhora que escondeu judeus em seu apartamento para protegê-los dos nazistas. Quando eles foram presos, não somente os judeus foram mandados para um campo de concentração, mas Corrie e sua família foram também. Todos da sua família foram mortos no campo de concentração, exceto ela. Corrie suportou abusos e torturas de todos os tipos. Tempos depois, ela volta e encontra os guardas que a torturaram e ela os perdoa. Você não consegue fazer isso com o perdão humano. Você precisa do poder sobrenatural de Deus em sua vida para conseguir liberá-los e dizer: “Não foi legal nem divertido. Foi tudo muito ruim. Mas eu creio que Deus transforma o ruim em algo bom e sei que o resto de minha vida vai ser muito melhor do que já foi.”
Assim você alcança Deus e pede que Ele lhe encha com seu perdão. Isto é um processo, não um simples ato. Você precisa fazer isso muitas vezes, na medida em que se sente curado.
3.3. Enfrente o mundo de novo.
Quando estamos feridos, nosso primeiro impulso é fugir, entrar na concha, ir para baixo da cama. “Nunca mais vou permitir que alguém se torne íntimo de mim”, “Nunca mais quero ter outros relacionamentos”, “Nunca mais vou baixar minha guarda, de modo que as pessoas possam me ver como de verdade sou. Eu me exponho e eles se aproveitam disso. Estou ferido profundamente. Vou construir um muro em meu redor.” Você vai estar se ferindo se fizer isso. O que é dito é que você “enfrente o mundo de novo”. Se você estiver sempre olhando o que aconteceu no passado, permitindo que isso defina sua identidade, é como dirigir um carro olhando pelo retrovisor. Você vai bater. Você precisa enfrentar o futuro. Retome sua vida. Não dê tanta importância onde você já esteve mas em qual direção seus pés estão indo – qual a sua direção. Você precisa falar bem alto: “eu não serei vítima nunca mais!” Você precisa parar de se fixar no passado e passar a olhar o futuro.
“Jó, vire o seu coração para Deus(...)você andará de cabeça erguida puro, firme e sem medo. Você não se lembrará de seus sofrimentos que serão como águas passadas que a gente esquece.” Jó 11:13-18 As memórias serão apagadas e as dores serão aliviadas. Isto acontece. Alguns dizem: “Preciso curar minhas memórias e assim vou olhar o futuro.” Mas isto não o que Deus diz. Ele diz para fazer essas três coisas e enfrentar o futuro e então suas memórias serão curadas. Como? Aqui existe um princípio. Você não pode opor-se ao sentimento; você pode apenas substituí-lo.
Quanto mais você luta contra algo, mais isso se incrusta em você. É a lei da vida. O que você resiste, persiste. Se eu empurro sua mão você vai empurrar de volta. Quando digo: “Não vou ficar ressentido!” significa que o tempo todo vou pensar no que não quero. A chave é mudar o canal mental. Você não estará forçando prá fora de sua vista, você estará enfocando algo novo. Antes de simplesmente resistir a dor eu a substituo com uma nova direção.
Se você fizer estas três coisas você será curado emocionalmente. Realmente eu creio nisso.
• CONCLUSÃO
O final feliz da história está em Jó 42:12: “O Deus Eterno abençoou a última parte da vida de Jó mais que a primeira”.
A parte final da vida de Jó tornou-se a melhor parte. Creio que Deus lhe trouxe aqui para dizer isso tudo para você através de mim. “Você é importante e me preocupo com você e o resto de sua vida vai ser a melhor parte e eu limparei todas as dores do seu passado”.
Que memórias dolorosas você está escolhendo manter na memória? Alguma coisa dita por alguém? Ou feita? Ou pensou a seu respeito? Isso ainda lhe dói hoje? Talvez tenha acorrido já há muito tempo, mas quando algo mexe com sua memória, dói tanto como se fosse ao dia do acontecido. Sobre quem você tem falado: “Não vou ser nunca como aquela pessoa.” Se você não os libera você começa a ficar semelhante a eles. O ressentimento faz coisas muito estranhas conosco. Alguns de vocês precisam perdoar seus pais. Todos temos pais imperfeitos, mas aqueles filhos que foram feridos, amam e odeiam os pais ao mesmo tempo. É duro para uma criança entender isso. Mas é possível amar alguém e odiar ao mesmo tempo. “Amo meu pai, mas por que ele está fazendo isso?” “Amo minha mãe, mas por que ela está dizendo isso?” É duro para a criança entender.
Alguns de vocês precisam perdoar um ex-cônjuge. Eles fizeram sua vida miserável no passado, não permitam que eles façam o mesmo hoje. Você não precisa fazer isso. Eles não podem mais lhe ferir, a não ser que você guarde alguma mágoa. O ressentimento não vale à pena. É irracional, inútil e doentio. Para seu próprio bem, perdoe..
“Mas eu não posso perdoá-los!” É por isso que você precisa de Jesus. Precisa dEle em sua vida. Ele pode providenciar o poder para perdoar que ninguém pode. Ele pode curar sua dor que ninguém consegue. Abra sua vida para Ele. Faça o que Jó disse: “Aproxime-se de Deus”.
sábado, 31 de outubro de 2009
O EVANGELHO DA PROSPERIDADE
O que a Bíblia diz sobre o evangelho da prosperidade?
Pergunta: "O que a Bíblia diz sobre o evangelho da prosperidade?"
Resposta: No evangelho da prosperidade, também conhecido como a religião “Palavra da Fé”, o fiel é encorajado a usar Deus, enquanto a verdade do Cristianismo bíblico é justamente o contrário – Deus usa o fiel. Palavra da Fé ou Teologia da Prosperidade enxerga o Espírito Santo como um poder a ser usado para qualquer coisa que o crente queira alcançar. O Movimento do Evangelho da Prosperidade muito se parece com a ganância tão destrutiva que infiltrou a igreja primitiva. Paulo e os outros apóstolos não tentaram conciliar sua teologia com a dos falsos mestres que tentaram propagar tal heresia. Eles os identificaram como mestres falsos e perigosos e muito encorajaram os Cristãos a evitá-los.
Paulo advertiu Timóteo sobre: "Contendas de homens corruptos de entendimento, e privados da verdade, cuidando que a piedade seja causa de ganho; aparta-te dos tais. Mas os que querem ser ricos caem em tentação, e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, que submergem os homens na perdição e ruína. Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores. Mas tu, ó homem de Deus, foge destas coisas, e segue a justiça, a piedade, a fé, o amor, a paciência, a mansidão." (1 Timóteo 6:5; 9-11)
Paulo disse que avareza é idolatria (Efésios 5:5) e proibiu os crentes de Efésios a evitar qualquer pessoa que trouxesse uma mensagem de imoralidade ou avareza (Efésios 5:6-7). O ensino de prosperidade impede com que Deus trabalhe sozinho, quer dizer, Deus não é o Senhor de tudo porque Ele não pode trabalhar até darmos a Ele a autoridade para assim fazer. Fé, de acordo com a doutrina da Palavra da Fé, não é confiança submissiva a Deus; fé é uma fórmula pela qual manipulamos as leis espirituais, as quais os professores da prosperidade acreditam que governam o universo. Assim como o nome "Palavra da Fé" implica, esse movimento ensina que fé é só uma questão do que dizemos, mais do que em quem confiamos ou quais verdades adotamos e afirmamos em nossos corações.
Um termo favorito no movimento de Palavra da Fé é "confissão positiva".Refere-se ao ensino de que palavras têm poder criativo. O que você diz, assim os mestres da Palavra da Fé afirmam, determina tudo que acontece com você. Suas confissões, especialmente os favores que você exige de Deus, devem ser afirmados positivamente e sem qualquer dúvida de que vão acontecer. Então Deus tem a responsabilidade de responder a tal pedido (como se o homem pudesse exigir qualquer coisa de Deus!). Portanto, a habilidade de Deus de nos abençoar supostamente depende da nossa fé. Tiago 4:13-16 claramente contradiz esse ensinamento: "Eia agora vós, que dizeis: Hoje, ou amanhã, iremos a tal cidade, e lá passaremos um ano, e contrataremos, e ganharemos; Digo-vos que não sabeis o que acontecerá amanhã. Porque, que é a vossa vida? É um vapor que aparece por um pouco, e depois se desvanece. Em lugar do que devíeis dizer: Se o Senhor quiser, e se vivermos, faremos isto ou aquilo. Mas agora vos gloriais em vossas presunções; toda a glória tal como esta é maligna".
Longe de enfatizar a importância de riquezas, a Bíblia nos adverte contra ir atrás de bens. Os crentes, principalmente os líderes da igreja (1 Timóteo 3:3), devem se livrar do amor ao dinheiro (Hebreus 13:5). O amor ao dinheiro leva a várias formas de mal (1 Timóteo 6:10). Jesus advertiu: " Acautelai-vos e guardai-vos da avareza; porque a vida de qualquer não consiste na abundância do que possui" (Lucas 12:15). Em grande contraste à ênfase da Palavra da Fé em ganhar dinheiro e ter muitas posses nessa vida, Jesus disse: "Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam" (Mateus 6:19). A contradição irreconciliável entre o ensino do evangelho da prosperidade e o evangelho do nosso Senhor Jesus Cristo é resumido nas palavras de Jesus em Mateus 6:24: "Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom."
sexta-feira, 26 de dezembro de 2008
O NEOPAGANISMO
O neopaganismo é um termo que descreve uma variedade de credos e religiosidades que, com roupagem moderna, cultuam a natureza, valorizam os mitos e as divindades pagãs da Antiguidade e da Idade Média. É o antigo paganismo destituído de seus rituais ofensivos ao homem pós-moderno. A diferença entre o neopaganismo e o paganismo tradicional pode ser visto na imagem das bruxas populares. Antes, feia, nariguda, velha, enrugada e verrugosa. Agora, bela, educada e jovem – como aparecem na mídia e na indústria de entretenimento. O neopaganismo também é conhecido nos meios de comunicação pelo nome de Wicca. São politeístas, praticam a feitiçaria, valorizam o horóscopo, cultuam a natureza e as pretensas divindades femininas. Atualmente, as idéias neopagãs são difundidas através dos desenhos animados, dos filmes e das revistas como a Witch (bruxa, em inglês – esta revista é destinada a crianças de 8 a 13 anos).
O Neopaganismo e a indústria de entretenimento
A cultura, os mitos, as lendas e os folclores pagãos tornaram-se um instrumento de entretenimento nos tempos pós-modernos. Não apenas de divertimento, mas também de riquezas. Basicamente, o mercado de vídeo games e filmes hollywoodianos faturam milhões de dólares em temas que misturam paganismo, religião oriental, gnosticismo e cristianismo, Senhor dos Anéis e Matrix são alguns exemplos. Todavia, a qualidade das produções contrasta com a mensagem e os valores difundidos. George Lucas, afirmou que "o cinema e a televisão suplantaram a igreja como grandes comunicadores de valores e crenças". E, infelizmente, essa proposição mostrou-se verdadeira.
A indústria de entretenimento costuma dar uma nova roupagem aos mitos antigos, como por exemplo, a velha bruxa é muito diferente daquelas apresentadas no seriado Charmed, ou da beleza de Nicole Kidman e Sandra Bullock no filme Da magia à sedução (Practical Magic,1998). A imagem dos demônios como seres maléficos, opostos aos homens e dispostos a oprimir a humanidade, é inteiramente alterada no filme Hellboy. O demônio é convocado do inferno e depois "civilizado", aprendendo a respeitar e amar os homens – uma ideologia perniciosa. Spawn, o soldado do inferno, era um agente da CIA, que após ser morto, vai para o inferno e negocia com o diabo para retornar ao mundo dos vivos. Nesta mesma linha encontramos os filmes que enaltecem o espiritismo, a mediunidade e os supostos fenômenos paranormais. Ron Rhodes (A verdade por trás dos espíritos, médiuns e fenômenos paranormais, CPAD, 2007), faz uma síntese dos principais programas, filmes e séries que divulgam e cultuam o espiritismo. O autor afirma que "as produções de Hollywood têm introduzido muitas pessoas ao mundo paranormal" (p.28).
Os cristãos, portanto, são chamados à reflexão, ao discernimento da cultura midiática e televisiva. Algumas vezes a mensagem ideológica transmitida pela indústria de entretenimento é tão crassa que facilmente o cristão rejeita, entretanto, muitas ideologias religiosas, espiritualismo pagão e distorções da verdade bíblica são apresentadas de modo sutil e imperceptível ao observador desatento. Algumas vezes, necessita-se de mais de uma leitura para compreender todos os símbolos, sinais rituais, e ideologias. Matrix, por exemplo, é um desses filmes que mistura filosofia, símbolos religiosos, mitologia e cristianismo. Uma leitura adequada somente é possível àqueles que conhecem religiões comparadas, história da religião, cristianismo, teoria gnóstica e Jung.
O neopaganismo e os heróis
Os heróis, que tanto fascinam crianças e adultos, são distorções da imagem divina no homem e personagens antropocêntricos. A figura dos heróis, anti-heróis e vilões são (a meu ver), representações possíveis do super-homem de Nietzsche, ideologias que atestam a potência humana, o deísmo, ateísmo, evolucionismo e a sociedade pós-cristã. O religioso apenas aparece como elemento pós-cristão, dissociado de Deus, de Cristo, das Escrituras. Alguns mais humanos e outros mais poderosos, no entanto, a temática e ideologia são a mesma: Deus não intervém na vida e história humanas, os homens, como seres evoluídos e super-poderosos, são responsáveis pelo seu próprio destino, progresso e vontades. A moral, mediante a qual os heróis agem, carece da autoridade de Cristo, são (in) valores relativos, circunstanciais e centrados no humanismo antropocêntrico. No mundo dos heróis e vilões, Deus é um personagem anacrônico, distante, substituído pelo conceito do Bem que, longe de ser metafísico, é uma realidade metamórfica sujeita ao talante das circunstâncias e à disposição dos heróis.
O neopaganismo e as religiosidades
O neopaganismo manifesta-se como um conjunto de religiosidades, sincretismo, misticismo e ocultismo. Em um mundo plural e multicultural, o paganismo ressurgiu com nova roupagem, eclético, não ofensivo à estética e ao racionalismo modernos. Trata-se, na verdade, de nova estratégia do misticismo pagão para difundir suas ideologias, doutrinas, ritos e ocultismo. Fala-se de paz, mas ignora-se o Príncipe da Paz, Cristo; ensina ecologia, mas é eco-idolatria, é mística, porém dissociada da verdadeira espiritualidade cristã. Essas religiosidades são produtos da fé cega, irracional, de caráter hedonista e antropocêntrico. A salvação é intrapessoal, está dentro da pessoa, e não extrapessoal, fora dela, como se dependesse de outro para tal; é gnóstica. A paz está na harmonia entre o homem e a natureza, no controle psíquico e nos exercícios corporais que equilibram e sintonizam o homem ao cosmos. Suas rezas e petições são mantras, isto é, encantamentos que materializam a divindade invocada. São engodos de religiões vetustas, anticristãs e marginais que se adequaram às necessidades da sociedade pós-cristã. É um novo sincretismo, mas de realidade e natureza contrárias a Cristo.
A verdade por trás do neopaganismo
O neopaganismo, neologismo usado para se referir às roupagens modernas do antigo paganismo, é uma falsa religiosidade que tem combatido o cristianismo e seduzido a sociedade hodierna. Todavia, o neopaganismo é uma religiosidade que usa máscaras para atrair os seus adeptos e afastar o homem do verdadeiro Deus.
Desde a Antiguidade hebraica, o povo eleito foi advertido, exortado e admoestado contra os cultos pagãos egípcios, canaanitas, assírios, babilônicos entre outros (Dt 12.2,3,29-32, etc.). Israel, a nação eleita e preciosa, inúmeras vezes, apesar das advertências dos profetas, sucumbiu ao culto da fertilidade e a outras manifestações do paganismo gentio (Jz 2.11-14, etc.) Infelizmente, o povo era seduzido pela orgia dos cultos da fertilidade. Em nossa obra, A família no Antigo Testamento: história e sociologia (CPAD, 2006), ocupamos um capítulo do livro para explicar esses rituais pagãos pelo que, solicito ao leitor que busque nesta obra os elementos exegéticos e históricos necessários à compreensão do tema. Os elementos mais comuns ao paganismo antigo eram: a liberação sexual e a homossexualidade praticada nos cultos orgiásticos; o sacrifício de infantes, como gratidão pela colheita; adoração à natureza, mediunidade; crença que os espíritos dos mortos intervêm no mundo dos vivos; idolatria, e o uso de substâncias psicotrópicas para entrar em êxtase ou transe. Essa é a verdadeira origem e face do neopaganismo.
Jerônimo Savonarola e o neopaganismo da Renascença
Jerônimo Savonarola (1452-1498), o "Sócrates de Ferrara", para os cultos e o "profeta de Deus", para a grande massa, criticou a sociedade européia no momento em que ela preferia os poetas em vez dos teólogos, a Grécia em vez de Jerusalém, os ídolos no lugar de Deus. Crítico mordaz de Lourenço, o Magnífico; profeta contra os pecados da famosa Florença, foi um opositor da Renascença que trouxera as novas religiões, os novos cultos e o neopaganismo.
E.Garin, em sua obra, "O renascimento", afirma que Savonarola viu "os deuses antigos, que povoavam o céu dos astrólogos, os quadros dos pintores e os versos dos poetas como expressões perigosas duma sutil superstição" (Porto: Telos, 1972, p.129). Savonarola opôs-se tenazmente aos projetos humanistas e renascentistas que procuravam retornar à idade clássica, resgatando as mitologias, cultura e deuses greco-romanos.
Savonarola questionara a dissolvência do sagrado e o surgimento de um "sagrado" afastado da revelação divina. Quais deuses regressam quando a revelação bíblica desaparece? Savonarola via a Divina Comédia de Dante como uma profanação à verdadeira revelação bíblica. Embora, culto, letrado (litteris latinis et graecis eruditissimus), não suportava a poesia que distorcia a natureza e os atributos de Deus; os artistas que sacralizavam, através de suas pinturas, os deuses pagãos. Para Savonarola a Escritura é mais forte do que a palavra dos poetas e a arte dos pintores. José Augusto Mourão, prefaciador português da obra de Savonarola, afirma a respeito do "grande teólogo", expressão de Mestre Eckhardt: "Encoleriza-o o fato que se entronizem Platão, Aristóteles e Ovídio nos altares e que os pregadores tenham fechado o livro da Escritura e em seu lugar tenham colocado os filósofos e poetas pagãos" (A função da poesia. Vega, 1993, p.17).
"Quem lê, entenda!"
Introdução
O neopaganismo é um termo que descreve uma variedade de credos e religiosidades que, com roupagem moderna, cultuam a natureza, valorizam os mitos e as divindades pagãs da Antiguidade e da Idade Média. É o antigo paganismo destituído de seus rituais ofensivos ao homem pós-moderno. A diferença entre o neopaganismo e o paganismo tradicional pode ser visto na imagem das bruxas populares. Antes, feia, nariguda, velha, enrugada e verrugosa. Agora, bela, educada e jovem – como aparecem na mídia e na indústria de entretenimento. O neopaganismo também é conhecido nos meios de comunicação pelo nome de Wicca. São politeístas, praticam a feitiçaria, valorizam o horóscopo, cultuam a natureza e as pretensas divindades femininas. Atualmente, as idéias neopagãs são difundidas através dos desenhos animados, dos filmes e das revistas como a Witch (bruxa, em inglês – esta revista é destinada a crianças de 8 a 13 anos).
O Neopaganismo e a indústria de entretenimento
A cultura, os mitos, as lendas e os folclores pagãos tornaram-se um instrumento de entretenimento nos tempos pós-modernos. Não apenas de divertimento, mas também de riquezas. Basicamente, o mercado de vídeo games e filmes hollywoodianos faturam milhões de dólares em temas que misturam paganismo, religião oriental, gnosticismo e cristianismo, Senhor dos Anéis e Matrix são alguns exemplos. Todavia, a qualidade das produções contrasta com a mensagem e os valores difundidos. George Lucas, afirmou que "o cinema e a televisão suplantaram a igreja como grandes comunicadores de valores e crenças". E, infelizmente, essa proposição mostrou-se verdadeira.
A indústria de entretenimento costuma dar uma nova roupagem aos mitos antigos, como por exemplo, a velha bruxa é muito diferente daquelas apresentadas no seriado Charmed, ou da beleza de Nicole Kidman e Sandra Bullock no filme Da magia à sedução (Practical Magic,1998). A imagem dos demônios como seres maléficos, opostos aos homens e dispostos a oprimir a humanidade, é inteiramente alterada no filme Hellboy. O demônio é convocado do inferno e depois "civilizado", aprendendo a respeitar e amar os homens – uma ideologia perniciosa. Spawn, o soldado do inferno, era um agente da CIA, que após ser morto, vai para o inferno e negocia com o diabo para retornar ao mundo dos vivos. Nesta mesma linha encontramos os filmes que enaltecem o espiritismo, a mediunidade e os supostos fenômenos paranormais. Ron Rhodes (A verdade por trás dos espíritos, médiuns e fenômenos paranormais, CPAD, 2007), faz uma síntese dos principais programas, filmes e séries que divulgam e cultuam o espiritismo. O autor afirma que "as produções de Hollywood têm introduzido muitas pessoas ao mundo paranormal" (p.28).
Os cristãos, portanto, são chamados à reflexão, ao discernimento da cultura midiática e televisiva. Algumas vezes a mensagem ideológica transmitida pela indústria de entretenimento é tão crassa que facilmente o cristão rejeita, entretanto, muitas ideologias religiosas, espiritualismo pagão e distorções da verdade bíblica são apresentadas de modo sutil e imperceptível ao observador desatento. Algumas vezes, necessita-se de mais de uma leitura para compreender todos os símbolos, sinais rituais, e ideologias. Matrix, por exemplo, é um desses filmes que mistura filosofia, símbolos religiosos, mitologia e cristianismo. Uma leitura adequada somente é possível àqueles que conhecem religiões comparadas, história da religião, cristianismo, teoria gnóstica e Jung.
O neopaganismo e os heróis
Os heróis, que tanto fascinam crianças e adultos, são distorções da imagem divina no homem e personagens antropocêntricos. A figura dos heróis, anti-heróis e vilões são (a meu ver), representações possíveis do super-homem de Nietzsche, ideologias que atestam a potência humana, o deísmo, ateísmo, evolucionismo e a sociedade pós-cristã. O religioso apenas aparece como elemento pós-cristão, dissociado de Deus, de Cristo, das Escrituras. Alguns mais humanos e outros mais poderosos, no entanto, a temática e ideologia são a mesma: Deus não intervém na vida e história humanas, os homens, como seres evoluídos e super-poderosos, são responsáveis pelo seu próprio destino, progresso e vontades. A moral, mediante a qual os heróis agem, carece da autoridade de Cristo, são (in) valores relativos, circunstanciais e centrados no humanismo antropocêntrico. No mundo dos heróis e vilões, Deus é um personagem anacrônico, distante, substituído pelo conceito do Bem que, longe de ser metafísico, é uma realidade metamórfica sujeita ao talante das circunstâncias e à disposição dos heróis.
O neopaganismo e as religiosidades
O neopaganismo manifesta-se como um conjunto de religiosidades, sincretismo, misticismo e ocultismo. Em um mundo plural e multicultural, o paganismo ressurgiu com nova roupagem, eclético, não ofensivo à estética e ao racionalismo modernos. Trata-se, na verdade, de nova estratégia do misticismo pagão para difundir suas ideologias, doutrinas, ritos e ocultismo. Fala-se de paz, mas ignora-se o Príncipe da Paz, Cristo; ensina ecologia, mas é eco-idolatria, é mística, porém dissociada da verdadeira espiritualidade cristã. Essas religiosidades são produtos da fé cega, irracional, de caráter hedonista e antropocêntrico. A salvação é intrapessoal, está dentro da pessoa, e não extrapessoal, fora dela, como se dependesse de outro para tal; é gnóstica. A paz está na harmonia entre o homem e a natureza, no controle psíquico e nos exercícios corporais que equilibram e sintonizam o homem ao cosmos. Suas rezas e petições são mantras, isto é, encantamentos que materializam a divindade invocada. São engodos de religiões vetustas, anticristãs e marginais que se adequaram às necessidades da sociedade pós-cristã. É um novo sincretismo, mas de realidade e natureza contrárias a Cristo.
A verdade por trás do neopaganismo
O neopaganismo, neologismo usado para se referir às roupagens modernas do antigo paganismo, é uma falsa religiosidade que tem combatido o cristianismo e seduzido a sociedade hodierna. Todavia, o neopaganismo é uma religiosidade que usa máscaras para atrair os seus adeptos e afastar o homem do verdadeiro Deus.
Desde a Antiguidade hebraica, o povo eleito foi advertido, exortado e admoestado contra os cultos pagãos egípcios, canaanitas, assírios, babilônicos entre outros (Dt 12.2,3,29-32, etc.). Israel, a nação eleita e preciosa, inúmeras vezes, apesar das advertências dos profetas, sucumbiu ao culto da fertilidade e a outras manifestações do paganismo gentio (Jz 2.11-14, etc.) Infelizmente, o povo era seduzido pela orgia dos cultos da fertilidade. Em nossa obra, A família no Antigo Testamento: história e sociologia (CPAD, 2006), ocupamos um capítulo do livro para explicar esses rituais pagãos pelo que, solicito ao leitor que busque nesta obra os elementos exegéticos e históricos necessários à compreensão do tema. Os elementos mais comuns ao paganismo antigo eram: a liberação sexual e a homossexualidade praticada nos cultos orgiásticos; o sacrifício de infantes, como gratidão pela colheita; adoração à natureza, mediunidade; crença que os espíritos dos mortos intervêm no mundo dos vivos; idolatria, e o uso de substâncias psicotrópicas para entrar em êxtase ou transe. Essa é a verdadeira origem e face do neopaganismo.
Jerônimo Savonarola e o neopaganismo da Renascença
Jerônimo Savonarola (1452-1498), o "Sócrates de Ferrara", para os cultos e o "profeta de Deus", para a grande massa, criticou a sociedade européia no momento em que ela preferia os poetas em vez dos teólogos, a Grécia em vez de Jerusalém, os ídolos no lugar de Deus. Crítico mordaz de Lourenço, o Magnífico; profeta contra os pecados da famosa Florença, foi um opositor da Renascença que trouxera as novas religiões, os novos cultos e o neopaganismo.
E.Garin, em sua obra, "O renascimento", afirma que Savonarola viu "os deuses antigos, que povoavam o céu dos astrólogos, os quadros dos pintores e os versos dos poetas como expressões perigosas duma sutil superstição" (Porto: Telos, 1972, p.129). Savonarola opôs-se tenazmente aos projetos humanistas e renascentistas que procuravam retornar à idade clássica, resgatando as mitologias, cultura e deuses greco-romanos.
Savonarola questionara a dissolvência do sagrado e o surgimento de um "sagrado" afastado da revelação divina. Quais deuses regressam quando a revelação bíblica desaparece? Savonarola via a Divina Comédia de Dante como uma profanação à verdadeira revelação bíblica. Embora, culto, letrado (litteris latinis et graecis eruditissimus), não suportava a poesia que distorcia a natureza e os atributos de Deus; os artistas que sacralizavam, através de suas pinturas, os deuses pagãos. Para Savonarola a Escritura é mais forte do que a palavra dos poetas e a arte dos pintores. José Augusto Mourão, prefaciador português da obra de Savonarola, afirma a respeito do "grande teólogo", expressão de Mestre Eckhardt: "Encoleriza-o o fato que se entronizem Platão, Aristóteles e Ovídio nos altares e que os pregadores tenham fechado o livro da Escritura e em seu lugar tenham colocado os filósofos e poetas pagãos" (A função da poesia. Vega, 1993, p.17).
"Quem lê, entenda!"
quarta-feira, 16 de abril de 2008
Acreditar é agir

Um viajante caminhava pelas margens de um grande lago de águas cristalinas e imaginava uma forma de chegar até o outro lado, onde era seu destino.
Suspirou profundamente enquanto tentava fixar o olhar no horizonte. A voz de um homem de cabelos brancos quebrou o silêncio momentâneo, oferecendo-se para transportá-lo. Era um barqueiro.
O pequeno barco envelhecido, no qual a travessia seria realizada, era provido de dois remos de madeira de carvalho. O viajante olhou detidamente e percebeu o que pareciam ser letras em cada remo. Ao colocar os pés empoeirados dentro do barco, observou que eram mesmo duas palavras. Num dos remos estava entalhada a palavra acreditar e no outro agir.Não podendo conter a curiosidade, perguntou a razão daqueles nomes originais dados aos remos.O barqueiro pegou o remo, no qual estava escrito acreditar, e remou com toda força. O barco, então, começou a dar voltas sem sair do lugar em que estava. Em seguida, pegou o remo em que estava escrito agir e remou com todo vigor. Novamente o barco girou em sentido oposto, sem ir adiante.Finalmente, o velho barqueiro, segurando os dois remos, movimentou-os ao mesmo tempo e o barco, impulsionado por ambos os lados, navegou através das águas do lago, chegando calmamente à outra margem.
Então o barqueiro disse ao viajante:
- Este barco pode ser chamado de autoconfiança. E a margem é a meta que desejamos atingir.
- Para que o barco da autoconfiança navegue seguro e alcance a meta pretendida, é preciso que utilizemos os dois remos ao mesmo tempo e com a mesma intensidade: agir e acreditar.E você? Está remando com firmeza para atingir a meta a que se propôs?E, antes de movimentar o barco, verifique se os remos não estão corroídos pelo ácido do egoísmo.Depois de tomar todas essas precauções, siga em frente e boa viagem.Nos estamos navegando e precisamos da sua ação, pois desta maneira poderemos juntos ajudar a mudar a face social de nosso Pais e chegarmos a outra margem do rio
Autor Desconhecido